FAZENDO ARTE...

Início : 12 de dezembro de 2011.
Término : 31 de janeiro de 2012.
Rua São Carlos do Pinhal, 87 São Paulo


Mostra fotográfica de André Gonçalves,Durval Jr,Marcio Casarotti, Paula França e Paolo Vitale.

Curadoria : Paula França
Realização : SPOK Eventos e Hotel MERCURE Paulista.
Fotografia : Paolo Vitale
Criação Gráfica: Paula França

Entrevista com André Gonçalves
 Onde nasceu e onde mora ,atualmente?
Nasci em Niterói, fui crado em BH, rodei algumas cidades e hoje moro em Teresina, Piaui.
 O que fez vc se interessar por fotografias?
Quando fiz 7 anos ganhei uma camera, instamax. No primeiro dia acabei com um rolo de filmes, e minha mãe, furiosa porque as fotos eram do meu cachorro e de minha rua e filmes eram muito caros, deixou a camera guardada uns seis meses. Depois fcou tudo bem, fui assistente de meu padrasto que fotografava casamentos e, desde então, as cameras sempre estiveram por perto.
Qual sua câmera preferida?
Tenho muito afeto pelas Canon, gostava das polaroid e aqui entre nós prefiro as analógicas. Gosto de uma Smena 8m que tenho, um carinho especial. Mas as Canon são as que gosto mesmo, mas sem nenhuma explicaçao mais técnica. Carinho, mesmo.
Quando está fotografando de maneira ‘autoral’, o que seus olhos buscam?
Gosto de bucar fragmentos da realidade e dar a eles uma nova forma. Claro que nem sempre consigo, mas essa é a busca. Fragmentos de vida, fragmentos de lugares, fragmentos de olhares.Gosto dos detalhes ínfimos, tão grandiosos.
Qual o papel dos programas de elaboração de imagem no seu trabalho?
Uso pouco. Uso somente o básico, com as fotos digitais passa-las de cor para preto e branco, pouco mais que isso. MEsmo em tempo de grandes quantidades de pixels, gosto da foto "suja", dos grãos que me remetem ao passado. Gosto de luzes estouradas e meias-luzes rebeldes.
seis - Uso basicamente o photoshop. Não sei ir muito além do elementar.
 Essa mostra é sobre fotos feitas na Itália, qual a sua relação com esse país?
Sempre tive fascinação pela Italia. Sua gente, sua história, seus lugares. As fotos que fiz na Italia para mim são isso: pura fascinação e uma tentativa algo insana de carregar comigo, no meu olhar, o que vejo nas cidades italianas e nos italianos. Quero a sensação de carregá-los comigo, sempre.
Como vc se define como 'fotógrafo autor'?
Como autor me faz bem pensar que sou alguém ainda em busca de seu máximo. Nem tanto o máximo em técnica, mas de emoção. Não sei, ou não tento, fazer fotos cheias de recursos. Gosto do instantâneo, da surpresa que as coisas causam em mim, da relação de deslumbramento com o momento que se faz presente ali, naquele instante, com as condições do momento, as luzes do modo que se apresentam no momento, e transmitindo o que sinto na hora de clilcar.
Talvez minha melhor definição sobre minha fotografia é que ela é exatamente como eu sou, e as minhas reações ao que vejo.




Entrevista com Marcio Casarotti.
Moro em São Paulo, nasci em Piracicaba, interior de São Paulo. 
O que fez vc se interessar por fotografias?  A mágica da coisa de poder guardar aqueles momentos que pedem uma foto.
Qual sua câmera preferida? Tenho duas câmeras, Canon, uma G10 e uma SLR. Adoro as duas, mas acho que a minha preferida será a próxima. Câmera e sobretudo lentes o mais precisas  e luminosas possível.
Quando está fotografando de maneira ‘autoral’, o que seus olhos buscam?
 Fico sempre me perguntando “onde está a foto” ali naquela cena. As vezes não está. Em outras, muitas, sou eu que não consigo ver.
Qual o papel dos programas de elaboração de imagem no seu trabalho? Parte da fotografia, tento não me subjgar a eles. A foto deve falar mais alto que o efeito
Qual seu preferido? Photoshop / Aperture
Essa mostra é sobre fotos feitas na Itália, qual a sua relação com esse país?
Sou ítalo/brasileiro. Gosto de dizer que é só pisar na Itália e começar a rir e ficar leve, preparado para prazeres. Adoro tudo o que vi até agora na Itália. E quero mais.
O que o fez fazer as fotos expostas na mostra?  A conversa dos habitantes, dos que transitam ali naquela imensidão de força arquitetônica e historio. Tudo enorme e monumental, e entre tudo aquilo, o indivíduo com suas histórias e seu dia a dia interior.
Como vc se define como fotógrafo ‘autor’? Como fotógrafo sempre aprendiz, mais a foto de um certo tipo de repórter, tentando reportar estados de espírito, muito mais do que apenas composições ou efeitos.  Fico atento a isso.

Entrevista com Durval Jr
Cidade natal, cidade onde mora
Natal: Rio de Janeiro - RJ / Onde Moro: Campinas - SP
       O que fez vc se interessar por fotografias?
Na maior parte das pessoas, o apelo das artes chega pela visão ou pela audição. Em meu caso particular, a (boa) fotografia desde cedo chamou a minha atenção em revistas, propagandas e no cinema. Quando decidi dominar a técnica fotográfica, fiz o curso de Cinema, Televisão e Mídia Digital na Universidade.
           Qual sua câmera preferida?
Canon EOS 60D, faz vídeo e fotografa ao mesmo tempo em alta qualidade e possui um custo razoável. É o sonho (possível) de qualquer cineasta digital ou documentarista que também ame a fotografia.
          Quando está fotografando de maneira ‘autoral’, o que seus olhos buscam?
Sempre que procuro “forçar o olhar” para registrar uma imagem, o resultado é quase sempre desapontador. Procuro estudar e sedimentar, cada vez mais, os conceitos básicos de composição, cores e formas, de modo a “treinar” o olhar. Daí então, quando observo ao meu redor, o cenário já está pronto. Basta enquadrar e fotografar.
          Qual o papel dos programas de elaboração de imagem no seu trabalho?
Em meu trabalho, os programas de elaboração de imagens são fundamentais. Na parte técnica, eles auxiliam na correção de detalhes como a vinhetagem, aberrações de cor e deformações de imagem, específicas de cada lente. Na parte artística, suas ferramentas permitem a criação de um mundo imaginário, reconstruindo uma imagem conforme a mente as interpreta.
          Qual seu preferido?
Photoshop CS5
          Essa mostra é sobre fotos feitas na Itália, qual a sua relação com esse país?
Minha relação com a Itália começou quando da pesquisa sobre a participação brasileira na II Guerra Mundial para um documentário. Fruto dessa pesquisa, comecei a me interessar cada vez mais pela relação entre brasileiros e italianos durante o conflito. A riqueza do tema, bem como o sucesso do documentário, no mercado nacional e internacional, levou à construção de planos para um futuro longa-metragem.
           O que o fez fazer as fotos expostas na mostra?
Aconteceu por puro acaso. Durante uma viagem de pesquisa para a produção de um longa-metragem na Itália, levei uma câmera fotográfica para registrar as futuras locações das filmagens em Roma, Toscana e Emília Romana: locais onde a Força Expedicionária Brasileira (FEB) esteve em 1944-45. Mas as regiões visitadas pareciam implorar para que fossem fotografadas, tamanha era a beleza das locações. Num único final de semana, presenciei um sábado ensolarado, de céu azul profundo, sem uma única nuvem e, no dia seguinte, um domingo onde a neve caía abundante. Depois do primeiro clique não parei mais, e a pesquisa acabou ficando para segundo plano. Respondendo à sua pergunta, pode soar estranho, mas tive a nítida impressão de que o cenário foi devidamente “preparado” para a sessão de fotos. Foi uma sensação indescritível.
          Como vc se define como fotógrafo ‘autor’?
As melhores definições sobre o meu trabalho autoral partem justamente de terceiros, pois não tenho uma linha ou estilo autoral específico. A luz, as cores e as pessoas, no momento da foto, é que irão indicar a abordagem apropriada. Ao entrar em “ação”, procuro esvaziar a mente e o espírito de tudo mais, entrando em comunhão com Deus. Nos melhores dias, a inspiração preenche este vazio, quase que preparando o cenário a ser fotografado. O único trabalho que tenho é ajustar a câmera corretamente e apertar o disparador. Se tivesse de me auto-definir, diria que não sou um fotógrafo “autor”. Apenas registro a obra do “Autor”.



Entrevista com Paolo Vitale


Nenhum comentário: